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RELACIONAMENTO A DISTÂNCIA: 5 DICAS PARA MANTER UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL!

RELACIONAMENTO A DISTÂNCIA: 5 DICAS PARA MANTER UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL!

O amor é uma das experiências mais profundas, se não a mais, que o ser humano pode vivenciar. E, quando somos tocados pelo amor romântico até as exigências do dia a dia parecem ficar mais leves. Mas apesar de todas as nuances encantadas que o apaixonar-se desperta, é preciso muito empenho, doação, sacrifícios e uma renovada capacidade de recriar-se com as asperezas que o convívio e o dia-a-dia podem gerar. E se uma relação com alguém que nos está ao alcance de um abraço já é repleta de complexidades, o que dizer de um relacionamento a distância? Aquele em que nosso amado (a) está a quilômetros ou até mesmo a um ou mais continentes de distância?

Neste artigo darei algumas dicas que vão te ajudar a manter sua relação a distância de uma forma saudável e emocionalmente sustentável.

Dicas para manter o seu relacionamento a distância saudável e duradouro

1. Cuidado com o ciúme excessivo!

Quando dois sentimentos – o ciúme e a insegurança – começam a ficar exagerados, eles ameaçam a continuidade de qualquer relação, principalmente se vocês decidiram manter um relacionamento a distância. Além de causar sofrimento para o casal, estes sentimentos chegam a corroer os alicerces de uma relação saudável.

A ausência gerada pela distância pode te levar a sentir que o relacionamento está ameaçado e isso gera muita insegurança. Por isso, o relacionamento a distância precisa ser baseado na confiança e não no controle de todos os passos do outro, com a ilusão de que a única maneira de se sentir seguro(a) é impedindo que o outro tenha uma vida social quando não está com você. Esse tipo de atitude gera desconforto, irritação e até mesmo pode levar ao rompimento da relação.

A única maneira de evitar o ciúme e a desconfiança é mantendo a maior transparência possível na relação através do diálogo. Essas conversas honestas fortalecerão o vínculo entre o casal e os deixarão menos vulneráveis a estas emoções.

Então, não nutra seus pensamentos negativos e paranóicos, evite questionamentos intermináveis, cuidado com o excesso de drama criado por suspeitas sem fundamentos e, principalmente, não deixe de viver sua vida social, sendo você quem se mudou ou quem permaneceu no mesmo lugar.

Dê importância à relação, mas não deixe de viver sua própria vida tentando controlar a vida do outro!

2. Façam acordos

Não há a necessidade de criarem um código de condutas para ambos seguirem, mas entrar em acordo sobre algumas questões é saudável e pode prevenir vários desentendimentos. Quando se entende que a distância é passageira e necessária, o casal pode combinar como irá enfrentar a saudade neste período.

É importante terem claro como será a relação de vocês, em que momento do dia vocês irão conversar e se conversarão diariamente ou não por imagem. Alguns imprevistos podem ocorrer, então, via de regra, não se angustie desnecessariamente e aproveite a próxima conversa entre vocês para expressar a falta que o outro faz.

3.Use sua criatividade

Compartilhem coisas de seu dia-a-dia, enviem fotos de seu cotidiano, áudios e também criem situações em que possam se sentir mais próximos, com coisas em comum para compartilhar. Vocês podem combinar de assistir a um mesmo filme, ler um mesmo livro ou aprender algo novo e conversar a respeito depois.

Surpreender a pessoa amada com algum mimo sem que haja nenhuma data comemorativa pode ser muito acolhedor e você não precisa de nada muito elaborado, pode ser o envio de uma carta (são tão raras atualmente que se tornam mais especiais ainda!) ou de algum objeto que seja significativo para ambos.

4. Aproveite o momento do reencontro

Encontros esporádicos são essenciais, então se vão ficar distantes por um tempo que o casal considere longo demais, organize-se financeiramente para poderem desfrutar de algum ou alguns encontros neste período.

E quando finalmente este reencontro for possível, não exagere nos detalhes para que tudo saia perfeitamente como você imaginou. Planeje o encontro, mas relaxe, o importante será aproveitarem o momento juntos.

Tenha cuidado para que depois dos primeiros carinhos vocês não comecem a se lamentar das dificuldades da relação a distância e a expor o sofrimento antecipado do fim do encontro. Se vocês conseguiram tirar o máximo de proveito que a tecnologia oferece, puderam discutir todas as dificuldades antes e poderão usufruir do melhor que o reencontro trará para ambos.

5. Tenham projetos a dois

Poder planejar um futuro onde ambos morem juntos ou ao menos próximos ajudará a diminuir a insegurança e a sustentar a angústia neste período. Mas isso não gera apenas conforto, pode ser estressante quando ainda não existem decisões concretas. Mas, mesmo assim é necessário falar a respeito para que as expectativas sejam equilibradas.

Estejam preparados para ceder em algum momento e tenham em mente que isso não é sinal de fraqueza, mas que na relação ambos precisam flexibilizar para alcançarem um objetivo maior, estar juntos.

 

Então, se o seu dilema é continuar com a segurança já estabelecida na relação ou arriscar perder essa segurança e alçar voos mais altos para sua formação profissional, o mais importante é não se decidir apenas pelo medo da perda e sim pela confiança de que a relação vale a pena quando um não impede o crescimento do outro.

Seguindo estas dicas, vocês terão maiores chances de ter uma relação saudável, mesmo que a distância. E, lembre-se, o mais importante é serem honestos um com o outro e, claro, consigo mesmo. Além disto, é importante ter em mente que esta é uma situação passageira, e que  o vínculo poderá ajudar na superação das dificuldades.

Se sozinho está difícil sustentar suas angústias e ansiedades de um relacionamento a distância, busque ajuda profissional. Você pode fazer sua terapia on-line com a mesma segurança e eficácia de um atendimento presencial.

*Texto publicado no Blog parceiro Viver, Trabalhar e Estudar no Exterior em 27.06.2017.

Tatiana Festi – Psicóloga Clínica com 13 anos de atuação. Graduada pela Universidade Estadual de Maringá e pós-graduada em Psicologia Junguiana. Além de sua experiência pessoal em morar no exterior, a autora  se especializa em questões clínicas referentes a diferenças culturais, residentes no exterior, expatriados e relacionamentos interculturais. Há alguns anos se dedica exclusivamente à psicoterapia on line.

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